“Não, você não vai me ver chorar, não vai me ver reclamar, não vai me ouvir desejar a minha própria morte. Mas isso não quer dizer que eu não vá chorar, não quer dizer que eu não sinta, não quer dizer que eu não sinta vontade de desaparecer. Eu sinto, só que você nunca vai saber, tem sido tudo distante, confuso, perturbado, fora de si. Aquela menina sorridente, que tinha alegria dentro de si, que tinha algum sentimento, algum coração. Ela, ela, se magoo demais, se feriu demais, derramou muitas lágrimas em vão, quem não merecia, e hoje anda por ai com um sorriso e por trás de seus olhos uma seca. Ela derramou tudo que tinha a quem nunca mereceu e de tantas lágrimas derramadas elas se esgotaram e a menina se tornou fria demais para amar outro como o amou.”